Depois de longo e tenebroso inverno voltamos ao nosso blog, desta vez por conta de um acontecimento ao mesmo tempo inusitado e trágico, ao menos para nós velejadores.
Eis que na manhã desse dia 8 de outubro, numa edição adiantada do dia das bruxas, o pier I da Marina Bracuhy amanheceu com um veleiro afundado. Trata-se de um FAST 395 cujo nome deixamos de registrar pois não sabemos dos sentimentos do proprietário com relação ao acontecimento.
O lado positivo, se é que se pode usar esse termo no caso presente, é que a Marina é extremamente abrigada e o salvamento foi menos problemático.
A causa do afundamento, apurada quando o veleiro foi resgatado, foi a corrosão galvanica em um registro metálico que dava acesso ao exterior do casco sob a linha d’água. Para evitar esses acidentes deve-se preferencialmente aterrar todas as peças metálicas do barco que tenham contato com a água salgada a um sistema de proteção galvânica. Se isso não for feito deve-se inspecionar periódicamente as saídas de casco metálicas e substituí-las quando uma corrosão importante for notada.
Perguntarão os leitores: nessas condições como se justifica a presença do termo “êxtase”colocado no título ? Explica-se que, além de servir para compor a referência ao título de um conhecido filme, usado marotamente para atrair a curiosidade de prospectivos leitores, o termo se deve ao aparecimento de cardumes de tainhas atraídos pelo afundamento (e talvez pela emissão de cheiros e sabores provenientes do interior do veleiro) que permaneceram volteando graciosamente em torno do naufrágio em um balé extasiante, indiferentes às aflições humanas dos espectadores.
Depois de 10 horas de trabalho o veleiro já ficou quase na sua posição normal de flutuação. Resta agora o imenso e caro trabalho de recuperar ou substituir os equipamentos (motor, piloto automático, radios, geradores, etc) e o mobiliário. Tudo por causa de uma pequena entrada de água …
Aprendendo com os problemas : SEMPRE fechem os registros de seus barcos quando não houver ninguém a bordo. Verifiquem regularmente o estado das mangueiras, abraçadeiras e registros que dão acesso ao exterior do casco.




Ivan mais Egle,
Vixe Maria, que notícia!
Pelamordedeus deem uma olhadinha no MaraCatu aí do lado e vejam se a linha d´água continua onde deve estar.
Deixei a bomba ligada, que tem um alarme e faz um barulho da po«#@. Equanto houver bateria…
Bons ventos sempre,
Por: Hélio em 9 outubro, 2011
às 12:24 pm
Fiquem frios Helio mais Mara, o MaraCatu está flutuando bem na linha d’água, faceiro.
Por: ivanperdigao em 10 outubro, 2011
às 12:43 am
Egle e Ivan, por onde andam ? Egle, te achei no facebook e postei lá no dia do seu niver !! saudades, ve se aparece 021 88011797 beijus Luciane Mesquita (ex-Corbellini rsrsrsrs)
Por: luciane mesquita em 8 novembro, 2011
às 4:45 pm