Publicado por: egle | 5 outubro, 2016

Coma a comida que a comida deles come

Conselho dado pelo Pedro, meu filho, quando comentei a minha dificuldade em me alimentar em Portugal, especialmente no Alentejo.

Temos borregos, porco preto, secreto ( barriga de porco), farinheira ( linguiça recheada de farinha e gordura de porco) e por aí vai. Estou me alimentando de pão e queijo. O vinho entretanto está batendo um bolão.

Dificil mesmo está sendo segurar o companheiro frente a estas delícias.

Publicado por: egle | 1 janeiro, 2013

De Repente 60

Pois é, este ano vou ficar sex…agenária. Meia entrada no cinema, fila de banco especial ( com a quantidade de velhinhos no mundo acho que não é muita vantagem).

Fazendo um rápido inventário destes anos todos,  minha vida tem sido uma sucessão de bons momentos. Um filho que, modéstia a parte, é o máximo e que este ano casou-se com uma moça  de quem gosto muito e que espero possam povoar minha casa de netinhos . Um companheiro com quem vivo há 33 anos  que até hoje me acha bonita , com quem adoro conversar e passear de mãos dadas , não é para qualquer uma.

Minha mana e sobrinha são um luxo, a mami , firme e forte do alto de seus 83 anos, tutti buona gente. A família que veio junto com o companheiro é igualmente adorável.

Tive sucesso na profissão, construí um barco lindo que embalou minha vida durante 20 anos e que agora veleja tranquilo nas mãos de outro capitão. Chego aos sessenta cheia de saúde , um pouco mais pesada do que gostaria , com muita disposição e planos .

Algumas pessoas queridas foram ficando pelo caminho, como meu pai que se foi muito cedo e que lamento não ter podido conversar mais com ele, mas vida que segue.

Para passar  este ano em grande estilo, à exemplo do que fiz nos 70 anos do companheiro, farei  mesversásios ( 1 comemoração por mês até a grande festa em Novembro, quando os 60 chegarão) .

Como bem disse Keith Richards : Getting older is a fascinating thing. The older you get, the older you want to get.

QUE VENHAM OS 70.

I+E FOX GLACIERA turma toda no Natal 2012

CASAMENTO DO SERGIO

casamento sergio 1

Publicado por: egle | 23 julho, 2012

Adeus José Feliciano

 Zé, velejador,arquiteto e amigo de muto tempo faleceu ontem, após uma longa batalha contra um cancer. Ser humano maravilhoso, tão bom, que o Ziraldo deve ter se inspirado nele para criar Jeremias , o bom.

Participante conosco do Sindicato Ajuricaba construiu o Tuareg, um veleiro de 35 pés. Fizemos várias viagens juntos, ao sul do Brasil de barco, a pé na Trilha do Ouro e na Chapada Diamantina e com Ivan e João do veleiro Yaghan em uma inesquecível viagem aos EUA.

Sua primeira tentativa de participar da REFENO  foi No TF II em 2004. Ao virarmos o focinho do cabo , quando a proa do barco apontou para NE, o Zé caiu e fraturou o femur, já abalado por conta de uma aterisagem mal feita em um salto duplo de paraquedas comemorando seu aniversário de 60 anos.

Em 2008, quando não conseguiu ir pela terceira vez a  REFENO ele me disse que sabia que não iria nunca mais. Eu disse a ele, que era bobagem que ainda havia muito tempo e que não faltariam barcos dos amigos para convidá-lo . Infelizmente o Zé tinha razão.

Como disse nosso amigo Manolo ao saber da morte do Zé: ” Se foi um amigo com todas as letras”.

Zé e Maria Helena passeando no TF II

Zé e Poker em Bracuhy

Publicado por: ivanperdigao | 15 julho, 2012

VENDEMOS O TAAI-FUNG II

A primeira pergunta que surge quando fazemos essa comunicação é “mas por que, um veleiro que vocês construíram com suas próprias mãos e no qual navegaram por 20 anos ?”.

A resposta é que após termos aproveitado intensamente nosso veleiro, percorrendo varias vezes a costa brasileira desde Florianópolis até Natal e Fernando de Noronha, termos passado inúmeras férias, feriados e fins de semana com nossos amigos e parentes nas maravilhosas águas da Baía da Ilha Grande e arredores e termos residido a bordo por diversos períodos, já fizemos tudo o que estava em nossos planos fazer com o TAAI-FUNG II.

Taai Fung na marina de Itaparica

 

Chegou o momento de passarmos nosso valente veleiro para que outra pessoa possa aproveitá-lo.

Agora vamos usar a liberdade proveniente de nossas aposentadorias para realizar um outro sonho antigo: conhecer lugares desse mundão tanto no Brasil quanto no exterior. Desde 2010 quando Egle finalmente parou de trabalhar já visitamos a França, a Inglaterra, a Alemanha, a República Tcheca, a Holanda, a Nova Zelândia, o Dubai, a Chapada dos Veadeiros, o Território das Missões, o Vale do Vinho, etc. Outros destinos como a Patagônia e o Alaska estão em nossos próximos planos.

Assim, quando qualquer de vocês vir o TAAI-FUNG II (o novo proprietário para nossa satisfação  disse que manterá o nome do barco) sugerimos que se aproximem e tentem um contato com o Sergio Rosso, seu atual comandante.

Sergio é uma pessoa muito agradável, Professor Doutor do Departamento de Ecologia do Instituto de Bio Ciências da Universidade de São Paulo, possuía um veleiro Fast 230 na área de Paraty Mirim e irá certamente aproveitar muito o seu novo barco.

O TAAI-FUNG II seguirá sendo um super veleiro, totalmente equipado para levar sua tripulação a qualquer tipo de viagem e certamente dará ao Sergio muita satisfação.

Nós, claro, teremos saudades, mas também iremos aproveitar muito nossa nova fase da vida.

Continuaremos morando na Marina Bracuhy, próximos ao mar e aos barcos que tanto amamos e mantendo nossos laços de amizade com os vários amigos velejadores que fizemos até agora.

Nessa ocasião lembramos dos versos de Fernando Pessoa: ” …valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena…”

Bons ventos TAAI-FUNG II.

Publicado por: egle | 2 abril, 2012

Geleiras

                                            FOX GLACIER

A Nova Zelândia tem 2 glaciers -em português geleiras – muito conhecidos , Franz Joseph  e Fox  , localizados na costa oeste e distante cerca de 60 km um do outro.

Na fase de organização da viagem, achamos que Franz Joseph parecia mais interessante, mas na hora de reservar o hotel me confundi e reservei um hotel em Fox. Estávamos com passagem para um glacier e hotel em outro, que só descobrimos na hora de pegar o ônibus. Facilmente resolvido com uma simples ligação para o 0800 da companhia de ônibus, que imediatamente re emitiu as passagens e lá fomos nós .

A cidade consta apenas de  2 ruas, poucos hotéis e dois ou tres restaurantes. Tudo gira em torno do passeio até a geleira. Existem 8 passeios possíveis, desde uma simples caminhada até o início da geleira até uma radical excursão de dois dias (veja os passeios) . Face à nossa idade avançada, dores nas costas, nos quartos e por ai vai, ficamos com medo de enfrentar as geleiras e fomos bater um papo com a guia para saber o que fazer. Após o papo optamos pelo passeio de 4 horas, duas horas para chegar a geleira mais 2 horas andando na dita cuja , com crampons  e cajados . Saímos em 2 grupos de 9 pessoas , cada grupo com 1 guia.

O dia estava lindo, quente e até a chegada na geleira nada de casacos. Chegando lá, colocamos os crampons sem os quais voce não dá um passo, casacos, luvas e toca a andar.

Os crampons tornam o passeio bem fácil pois evitam os escorregões e aí é só curtir a paisagem totalmente inusitada para nós do país tropical.

Fox Glacier

Publicado por: egle | 26 março, 2012

O Estreito de Cook

O estreito de Cook é uma faixa de água entre as Ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia, conectando o Mar da Tasmânia a oeste com o Oceano Pacífico a leste. As águas do estreito são consideradas as mais perigosas do mundo , frequentemente apresentando ondas enormes causadas por fortes ventos . A posição da Nova Zelândia diretamente nos “40 bramadores” torna o estreito um belo túnel de vento.Mais sobre o estreito voce pode ler aqui 

Desde que decidimos vir para NZ, há cerca de 2 meses, comecei a acompanhar a previsão do tempo. Ventos de 60 e até 70 nós eram frequentes. Marcamos a data da passagem de ferry, mas avisei ao Ivan que se o bicho estivesse pegando, eu iria de avião. Sorte das sortes, pegamos uma bela janela de tempo e a travessia foi mais tranquila que a da Baia de Guanabara.

 

As vezes a passagem é assim

 

Marcador na estação do ferry

 

 

Mas nossa passagem foi assim

Foi moleza





Publicado por: egle | 22 março, 2012

Simpathy for the Devil

Cá estamos nós em Rotorua, cidade do interior da NZ, distante cerca de 230 km de Auckland. Além de ser a terra espiritual dos Maoris,esta cidade está situada em uma das mais ativas regiões vulcânicas do mundo

O parque Wai-O-Tapu (águas sagradas) é uma festa de crateras, piscinas de água e lama ferventes , muito vapor d’água e um cheiro danado de enxofre.

Assim que entrei no parque lembrei-me de Simpathy for the Devil. É aqui que ele deve morar, kkkk.

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Publicado por: egle | 21 março, 2012

Fly Emirates

Parece propaganda e é. Chegamos ao aeroporto para iniciar nossa viagem para NZ e recebemos no check in um voucher contendo: visto para entrar nos emirados árabes unidos, transfers ida e volta do aeroporto / hotel e uma noite em um hotel em Dubai tanto na ida quanto na volta.

 

Embarcamos no horário previsto e Ivan contou que haviam 16 comissários de bordo para atender nosso voo e tome serviço de bordo. Começamos com café da manhã servido as 3 am, depois lá pelas 10 um lanchinho básico com empanadas, chocolate, sucos e faltando umas 3 horas para chegar serviram jantar . Existe um bom espaço entre as poltronas e haja canal de entretenimento, filmes e mais filmes, series de tv, jornais.

 

Chegamos a Dubai, o aeroporto parece ter sido construído por um novo rico. Tudo é over, o pé direito é alto pra cacete, repleto de colunas de mármore enormes, palmeiras dentro do aeroporto e o free shop é enoooorme.

 

A passagem pelo controle de passaporte foi demorada, pois chegamos a meia noite e o staff estava reduzido.

 

Fomos direto para o hotel , check in em 5 minutos, lanche de cortesia e cama. Só deu para dormir 4 horas . Dia seguinte aeroporto, free shop pegar o Iphone que o namorado me deu de presente (pelo namorado eu já era apaixonada e agora estou in love com o brinquedinho novo) e partiu NZ. Dubai – Melbourne , 12 horas, 1 hora em solo e mais 4 até Auckland. Durante o trajeto Rio/Auck acho que tomamos uns 5 litros de água, só tomamos 1 copo de vinho cada um , comemos pouco e assim chegamos quase inteiros na NZ.

 

Fly Emirates, kkkkk

Publicado por: egle | 4 janeiro, 2012

Como uma onda

COMO UMA ONDA

Lulu Santos  

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo…

Quase 20  anos após o TAAI-FUNG II ter sido lançado ao mar ( Julho de 1992), em uma inesquecível viagem com nosso filho Pedro e com o casal Maracatu, decidimos vendê-lo.

Não foi uma decisão fácil, afinal este valente veleiro nos levou diversas vezes do norte ao  sul do país e serviu como nossa residência entre dezembro de 2008 e julho de 2011.

Estamos  vivendo um novo momento em nossas vidas. Voltamos a morar em um apartamento, temos  viajado bastante e pretendemos viajar mais daqui para a frente ( afinal não cumprimos nem 1 % dos 100 lugares que devemos ver antes de morrer) e nosso querido TF II começou a sentir-se muito solitário.
Assim, se alguém tiver interesse em um valente SAMOA 29, construído pelos proprietários atuais no Sindicato Ajuricaba, com as especificações e condições abaixo, fazer contato através o telefone (21) 93543848 ou pelo e-mail:   ivan@veleiro.net.

Especificações :

  • Samoa 29′, projeto de Roberto Cabinho Barros
  • Casco em fibra de vidro (resina isoftálica na superfície molhada), convés em ply glass (resina epoxi) estrutura totalmente madeiras de lei (cedro, freijó, compensados Bernek totalmente cedro), cola epóxi.
  • Armação em sloop com um enrolador Nautec e stay volante para storm gib; quilha de ferro fundido de 1.300 kg
  • Mastro Nautec com escada de alumínio, cabos com conexões Norseman
  • Motor diesel Yanmar  2GM20(F), 18HP, refrigeração do bloco com água doce.
  • Hélice auto-embandeirante Max-Prop 3 Blade 14X11  (EUA)
  • Carregador de Bateria Xantrex 40A, 12V
  • Geladeira Waeco Cold Machine VD 04
  • Enrolador de Genoa Nautec nº 2
  • Pau de spinnaker, trilho e carrinho para o pau de spinnaker no mastro
  • 3 sistemas de rizo na retranca, 1 boom preventer
  • 1 vela grande, 1 storm gib, 1 genoa de enrolador 135%, 1 balão assimétrico
  • 1 âncora Bruce legítima de 10 kg com 60m de corrente calibrada (para o guincho elétrico), 1 âncora Fortress FX-16 com 10 m de corrente e 60m de cabo, 1 âncora Danforth 15 kg
  • Guincho elétrico Lewmar Ocean 1 , Gipsy/Capstan, com controle na proa  e no cockpit.
  • 2 gaiútas Lewmar 50×50 e 7 vigias Lewmar
  • Bimini e Targa estrutura inox integrada, Dodger estrutura inox. Targa com equipamento manual para subida/descida do bote inflável e do motor de popa.
  • Rádio VHF Standard Horizon Intrepid LE GX 1265S
  • Rádio SSB,  ICOM  IC 706, MK II, HF/VHF, frente destacável com acoplador automático de antena.
  • Radar Raytheon SL 70 Pathfinder
  • GPS Garmin 76
  • Piloto Automático Autohelm 2000+
  • Ecobatímetro Horizon DS 45
  • Bússola Platismo Contest
  • Gerador Eólico Air Marine (necessita serviço)
  • Chave elétrica geral Guest para 2 bancos de baterias (1 x 100 Ah para o motor + 3x100Ah para uso geral).
  • 2 painéis solares Siemens M65 com controlador automático de carga Sunset Charge Controller CC 10000.
  • 2 tanques de água, separados, com 80 litros cada.
  • Fogão de aço inoxidável, a gás GLP , com 2 bocas e forno
  • Pia da cozinha com cuba inox profunda, água doce e água salgada por bombas Whale de pedal
  • Pia do banheiro com água doce por bomba de pé e chuveiro com bomba elétrica Parr
  • Chuveiro no Cockpit com água doce alimentado por bomba elétrica (mesma do banheiro)
  • Vaso sanitário LaVac com bomba Henderson manual e uma bomba Henderson manual completa de reserva.
  • 1 tanque principal de Diesel todo em alumínio especial, 60 l de capacidade, com copo inferior para coleção de água e detritos equipado com registro manual para descarga.
  • 1 tanque de diesel de reserva, portátil, em plástico, conectável diretamente ao filtro primário de diesel (filtro Racor)
  • 1 filtro de diesel primário (filtro Racor)
  • 1 painel elétrico principal Heat Interface DC Control (12V com 20 posições equipado com chaves magnéticas)
  • Luz de tope 5 light (navegação, âncora e estrobo)
  • Luzes de navegação no nível do convés.
  • Luz de cruzeta (iluminação do convés)
  • Sistema de 110V para conexão ao cais, com chave magnética de proteção, 3 tomadas internas e conector externo Marinco all weather
  • Alternador Balmar de 100A (em substituição ao original de 50A que fica como reserva).
  • Controlador de carregamento inteligente Balmar ARS III
  • Toda a fiação elétrica original com cabos estanhados importados.
  • Bote inflável MiniFlex com bomba manual e remos.
  • Motor de Popa Honda 2HP, 4 tempos, refrigeração a ar, pouco uso.
  • Enorme inventário de peças sobressalentes, cabos, material elétrico, toldos
  • Pintura de fundo nova (setembro 2011) tinta Internacional Micron Premium, 1 demão vermelha e duas cinza.
  • Preço: R$ 120.000,00

Taai-Fung II em Santo André, Bahia

Nossa sala

Inaugurando a geladeira , Janeiro 2009

Este barco tem espaço. Coube tudinho !!!

Publicado por: egle | 28 novembro, 2011

Todos os caminhos levam a Roma

Em Roma como os romanos.

Roma não foi feita em um dia.

Roma , cidade eterna.

Quem tem boca vai a Roma.

Ir a Roma e não ver o Papa.

Alguém lembra de mais algum?

Ivan no coliseu

Coliseu

Piazza Navona

Delicioso

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