Publicado por: egle | 5 outubro, 2016

Coma a comida que a comida deles come

Conselho dado pelo Pedro, meu filho, quando comentei a minha dificuldade em me alimentar em Portugal, especialmente no Alentejo.

Temos borregos, porco preto, secreto ( barriga de porco), farinheira ( linguiça recheada de farinha e gordura de porco) e por aí vai. Estou me alimentando de pão e queijo. O vinho entretanto está batendo um bolão.

Dificil mesmo está sendo segurar o companheiro frente a estas delícias.

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Publicado por: egle | 13 novembro, 2018

Um aniversário inusitado

Eis que nos encontramos no noroeste da Argentina, na deliciosa cidade de Cafayate, à caminho do deserto do Atacama junto com os queridos amigos Celso e Euzi.

Hoje meu companheiro faz 77 e o dia não podia ter sido melhor. Fomos para a cidade de Molinos, 130 km de estrada de terra e muitas pedras, e uma paisagem incomum para nós.

Molinos possui cerca de 1000 habitantes e as 12 horas não se via vivalma. Por mero acaso entramos no ” El Rancho de Manolo” que nos brindou com maravilhosas empanadas, cerveja muito gelada e um singelo leitão para o aniversariante .

20 km mais de terra e pedras e chegamos a vinícola Colomé, situada a 2300 m de altitude onde se encontra o Museu James Turrel, artista plástico americano , totalmente devotado a luz e espaço.

O dia terminou em Cafayate, com um churrasco de cabrito regado a Torrontes, um vinho branco, frutado, típico desta região .

Publicado por: egle | 8 novembro, 2018

Partiu Atacama

Saímos de Cunha dia 05/11 , bem cedo com destino a Londrina, 750 km, 9:30. Chegamos quebrados e fomos direto para o quiosque D. Onça, localizado em um estacionamento , comemorar meu aniversário. Um local inusitado, muito agradável e com comidinhas deliciosas.

Publicado por: egle | 2 novembro, 2018

E lá se vão 5 anos

Às vésperas de completar 60 anos , escrevi um texto fazendo um inventário dos anos bem vividos ( https://pintandoosetti.wordpress.com/2013/01/01/de-repente-60/).

5 anos depois a vida continua uma sucessão de bons momentos. A família cresceu com a chegada de 4 adoráveis sobrinhos-netos. A mami continua firme e forte, saracoteando o quanto pode. O companheiro ainda me acha bonita e ainda conversamos e nos divertimos muito um com o outro. Ainda estou acima do peso, mas acho que só na minha lápide escreverei ” enfim magra”.

E repito aqui as sábias palavras de Keith Richards: Getting older is a fascinating thing. The older you get, the older you want to get.

Publicado por: egle | 1 janeiro, 2013

De Repente 60

Pois é, este ano vou ficar sex…agenária. Meia entrada no cinema, fila de banco especial ( com a quantidade de velhinhos no mundo acho que não é muita vantagem).

Fazendo um rápido inventário destes anos todos,  minha vida tem sido uma sucessão de bons momentos. Um filho que, modéstia a parte, é o máximo e que este ano casou-se com uma moça  de quem gosto muito e que espero possam povoar minha casa de netinhos . Um companheiro com quem vivo há 33 anos  que até hoje me acha bonita , com quem adoro conversar e passear de mãos dadas , não é para qualquer uma.

Minha mana e sobrinha são um luxo, a mami , firme e forte do alto de seus 83 anos, tutti buona gente. A família que veio junto com o companheiro é igualmente adorável.

Tive sucesso na profissão, construí um barco lindo que embalou minha vida durante 20 anos e que agora veleja tranquilo nas mãos de outro capitão. Chego aos sessenta cheia de saúde , um pouco mais pesada do que gostaria , com muita disposição e planos .

Algumas pessoas queridas foram ficando pelo caminho, como meu pai que se foi muito cedo e que lamento não ter podido conversar mais com ele, mas vida que segue.

Para passar  este ano em grande estilo, à exemplo do que fiz nos 70 anos do companheiro, farei  mesversásios ( 1 comemoração por mês até a grande festa em Novembro, quando os 60 chegarão) .

Como bem disse Keith Richards : Getting older is a fascinating thing. The older you get, the older you want to get.

QUE VENHAM OS 70.

I+E FOX GLACIERA turma toda no Natal 2012

CASAMENTO DO SERGIO

casamento sergio 1

Publicado por: egle | 23 julho, 2012

Adeus José Feliciano

 Zé, velejador,arquiteto e amigo de muto tempo faleceu ontem, após uma longa batalha contra um cancer. Ser humano maravilhoso, tão bom, que o Ziraldo deve ter se inspirado nele para criar Jeremias , o bom.

Participante conosco do Sindicato Ajuricaba construiu o Tuareg, um veleiro de 35 pés. Fizemos várias viagens juntos, ao sul do Brasil de barco, a pé na Trilha do Ouro e na Chapada Diamantina e com Ivan e João do veleiro Yaghan em uma inesquecível viagem aos EUA.

Sua primeira tentativa de participar da REFENO  foi No TF II em 2004. Ao virarmos o focinho do cabo , quando a proa do barco apontou para NE, o Zé caiu e fraturou o femur, já abalado por conta de uma aterisagem mal feita em um salto duplo de paraquedas comemorando seu aniversário de 60 anos.

Em 2008, quando não conseguiu ir pela terceira vez a  REFENO ele me disse que sabia que não iria nunca mais. Eu disse a ele, que era bobagem que ainda havia muito tempo e que não faltariam barcos dos amigos para convidá-lo . Infelizmente o Zé tinha razão.

Como disse nosso amigo Manolo ao saber da morte do Zé: ” Se foi um amigo com todas as letras”.

Zé e Maria Helena passeando no TF II

Zé e Poker em Bracuhy

Publicado por: ivanperdigao | 15 julho, 2012

VENDEMOS O TAAI-FUNG II

A primeira pergunta que surge quando fazemos essa comunicação é “mas por que, um veleiro que vocês construíram com suas próprias mãos e no qual navegaram por 20 anos ?”.

A resposta é que após termos aproveitado intensamente nosso veleiro, percorrendo varias vezes a costa brasileira desde Florianópolis até Natal e Fernando de Noronha, termos passado inúmeras férias, feriados e fins de semana com nossos amigos e parentes nas maravilhosas águas da Baía da Ilha Grande e arredores e termos residido a bordo por diversos períodos, já fizemos tudo o que estava em nossos planos fazer com o TAAI-FUNG II.

Taai Fung na marina de Itaparica

 

Chegou o momento de passarmos nosso valente veleiro para que outra pessoa possa aproveitá-lo.

Agora vamos usar a liberdade proveniente de nossas aposentadorias para realizar um outro sonho antigo: conhecer lugares desse mundão tanto no Brasil quanto no exterior. Desde 2010 quando Egle finalmente parou de trabalhar já visitamos a França, a Inglaterra, a Alemanha, a República Tcheca, a Holanda, a Nova Zelândia, o Dubai, a Chapada dos Veadeiros, o Território das Missões, o Vale do Vinho, etc. Outros destinos como a Patagônia e o Alaska estão em nossos próximos planos.

Assim, quando qualquer de vocês vir o TAAI-FUNG II (o novo proprietário para nossa satisfação  disse que manterá o nome do barco) sugerimos que se aproximem e tentem um contato com o Sergio Rosso, seu atual comandante.

Sergio é uma pessoa muito agradável, Professor Doutor do Departamento de Ecologia do Instituto de Bio Ciências da Universidade de São Paulo, possuía um veleiro Fast 230 na área de Paraty Mirim e irá certamente aproveitar muito o seu novo barco.

O TAAI-FUNG II seguirá sendo um super veleiro, totalmente equipado para levar sua tripulação a qualquer tipo de viagem e certamente dará ao Sergio muita satisfação.

Nós, claro, teremos saudades, mas também iremos aproveitar muito nossa nova fase da vida.

Continuaremos morando na Marina Bracuhy, próximos ao mar e aos barcos que tanto amamos e mantendo nossos laços de amizade com os vários amigos velejadores que fizemos até agora.

Nessa ocasião lembramos dos versos de Fernando Pessoa: ” …valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena…”

Bons ventos TAAI-FUNG II.

Publicado por: egle | 2 abril, 2012

Geleiras

                                            FOX GLACIER

A Nova Zelândia tem 2 glaciers -em português geleiras – muito conhecidos , Franz Joseph  e Fox  , localizados na costa oeste e distante cerca de 60 km um do outro.

Na fase de organização da viagem, achamos que Franz Joseph parecia mais interessante, mas na hora de reservar o hotel me confundi e reservei um hotel em Fox. Estávamos com passagem para um glacier e hotel em outro, que só descobrimos na hora de pegar o ônibus. Facilmente resolvido com uma simples ligação para o 0800 da companhia de ônibus, que imediatamente re emitiu as passagens e lá fomos nós .

A cidade consta apenas de  2 ruas, poucos hotéis e dois ou tres restaurantes. Tudo gira em torno do passeio até a geleira. Existem 8 passeios possíveis, desde uma simples caminhada até o início da geleira até uma radical excursão de dois dias (veja os passeios) . Face à nossa idade avançada, dores nas costas, nos quartos e por ai vai, ficamos com medo de enfrentar as geleiras e fomos bater um papo com a guia para saber o que fazer. Após o papo optamos pelo passeio de 4 horas, duas horas para chegar a geleira mais 2 horas andando na dita cuja , com crampons  e cajados . Saímos em 2 grupos de 9 pessoas , cada grupo com 1 guia.

O dia estava lindo, quente e até a chegada na geleira nada de casacos. Chegando lá, colocamos os crampons sem os quais voce não dá um passo, casacos, luvas e toca a andar.

Os crampons tornam o passeio bem fácil pois evitam os escorregões e aí é só curtir a paisagem totalmente inusitada para nós do país tropical.

Fox Glacier

Publicado por: egle | 26 março, 2012

O Estreito de Cook

O estreito de Cook é uma faixa de água entre as Ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia, conectando o Mar da Tasmânia a oeste com o Oceano Pacífico a leste. As águas do estreito são consideradas as mais perigosas do mundo , frequentemente apresentando ondas enormes causadas por fortes ventos . A posição da Nova Zelândia diretamente nos “40 bramadores” torna o estreito um belo túnel de vento.Mais sobre o estreito voce pode ler aqui 

Desde que decidimos vir para NZ, há cerca de 2 meses, comecei a acompanhar a previsão do tempo. Ventos de 60 e até 70 nós eram frequentes. Marcamos a data da passagem de ferry, mas avisei ao Ivan que se o bicho estivesse pegando, eu iria de avião. Sorte das sortes, pegamos uma bela janela de tempo e a travessia foi mais tranquila que a da Baia de Guanabara.

 

As vezes a passagem é assim

 

Marcador na estação do ferry

 

 

Mas nossa passagem foi assim

Foi moleza





Publicado por: egle | 22 março, 2012

Simpathy for the Devil

Cá estamos nós em Rotorua, cidade do interior da NZ, distante cerca de 230 km de Auckland. Além de ser a terra espiritual dos Maoris,esta cidade está situada em uma das mais ativas regiões vulcânicas do mundo

O parque Wai-O-Tapu (águas sagradas) é uma festa de crateras, piscinas de água e lama ferventes , muito vapor d’água e um cheiro danado de enxofre.

Assim que entrei no parque lembrei-me de Simpathy for the Devil. É aqui que ele deve morar, kkkk.

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